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Nº.61 UNIVERSO Dez.2016 | Jan.2017

Charles Rubin
Texto: Patrícia Mariuzzo | Arte: Charles Rubin
13/7/16

Todos os dias, um grande número de mulheres - jovens, meninas e idosas - são submetidas a alguma forma de violência que nada mais é do que a manifestação extrema de diversas desigualdades historicamente construídas, que vigoram, com pequenas variações, nos campos social, político, cultural e econômico da maioria das sociedades e culturas. Para se ter uma ideia, a legislação do Brasil Colônia dava aos maridos o direito de assassinar as mulheres. E o Código Civil que vigorou de 1916 a 2002 considerava mulheres casadas como “incapazes”. A despeito de alguns avanços nos últimos anos, como a criminizalização de atos violentos contra mulheres e, no caso brasileiro, a aprovação da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), o Brasil ainda ocupa o quinto lugar entre os mais violentos do mundo em relação às mulheres. Baseado nos dados do “Mapa da violência contra mulheres 2015”, elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais da América Latina (Flacso), este infográfico destaca alguns números que mostram uma face perversa da desigualdade de gênero.

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