Nº.61 UNIVERSO Dez 2016 | Jan 2017

Fonte: Biblioteca Nacional da França
Por Patrícia Mariuzzo | Edição: Gilberto Otávio Lima
30/4/14

Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust, é uma das grandes obras da literatura mundial. Publicado em sete partes, entre 1913 e 1927, os volumes são:

1. No caminho de Swann, 1913.
2. À sombra das raparigas em flor, 1919.
3. O caminho de Guermantes, publicado em dois volumes de 1920 e 1921.
4. Sodoma e Gomorra1922.
5. A prisioneira, publicado postumamente em 1923.
6. A Fugitiva- Albertine desaparecida, publicado postumamente em 1927.
7. O tempo reencontrado, publicado postumamente em 1927.

(os títulos em português são da editora Relogio d’Água, publicados entre 2003 e2005)

Apesar do título, o grande objetivo desta obra é mostrar como se tornar um escritor. Para isso, Proust fala sobre amor, arte, homossexualidade e passagem do tempo. Um escritor somente chega à uma verdadeira literatura quando subtrai as leis do tempo, abandona qualquer tipo de cronologia ou linearidade. Esse é o grande exercício de Marcel Proust em Em busca do tempo perdido. Convidamos Philippe Willemart, professor de literatura francesa na Universidade de São Paulo (USP) e especialista na obra de Proust para conversar sobre esse autor e essa que obra que completou 100 anos em 2013, mas que venceu o tempo.
Willemart coordena o Centro de Estudos Genéticos Proustianos. Atualmente trabalha em um projeto para transcrição de manuscritos de Marcel Proust e de outros escritores franceses no Brasil. Atua na área de Letras com ênfase em crítica genética (estuda o processo de criação na literatura) e psicanálise.