Nº.61 UNIVERSO Dez 2016 | Jan 2017

Matheus Vigliar

Uso e desgaste: atletas envelhecem mais rapidamente?

5/5/14

 

Alguns estudos sobre envelhecimento seguem a linha do “uso e desgaste”, ou seja, as células – e todo o organismo – vão se desgastando com o tempo devido ao seu uso. Desta forma, o acúmulo de agressões ambientais no dia-a-dia levaria ao decréscimo gradual da eficiência do organismo e, por fim, à morte. Seguindo esta teoria, atletas profissionais sofreriam com o envelhecimento precoce, porque estariam “usando mais” seu organismo. Porém, não existe nenhuma evidência científica de que isso ocorra. As marcas de envelhecimento que alguns atletas profissionais às vezes demonstram seriam, na verdade, fruto da exposição solar sem a proteção adequada (no caso de atletas que treinam ao ar livre), ou até mesmo de uma nutrição que não condiz com o esforço físico praticado.

Por outro lado, cada vez mais especialistas defendem a prática de exercícios físicos para minimizar os efeitos do tempo no organismo e ter um envelhecimento saudável. “A atividade física regular e a adoção de um estilo de vida ativo são necessários para a promoção da saúde e qualidade de vida durante o processo de envelhecimento”, aponta Sandra Mahecha Matsudo, coordenadora do Projeto Longitudinal de Envelhecimento e Aptidão Física de São Caetano do Sul (SP).

Museu Afro Brasil apresenta mostra sobre a arte do mundo em São Paulo

Exposição traz obras reunidas pelo curador ao longo de 50 anos
5/2/14

 

Foto: Mirlande Constant, Par Ogoun Negre, 2009, Tecido bordado

O Museu Afro Brasil exibe, até 27 de junho, a mostra “O que os olhos não vê, o coração não sente – A arte de todo mundo: 50 anos de vivências”. A exposição conta com a coleção de obras de Emanoel Araujo, diretor-curador do museu, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, e engloba artistas que marcaram o convívio cultural do curador em São Paulo, nos últimos 50 anos. 

O título escolhido para a exibição faz menção ao ditado popular presente no samba “Viaduto Santa Efigênia”, de Adoniran Barbosa e Alocin. Segundo Araujo, a exposição mostrará como se vislumbra, numa cidade como São Paulo, a arte de todo o mundo. A mostra traz obras de artista consagrados, como Aldemir Martins, Di Cavalcanti, Norberto Nicola, Fernando Lemos, entre outros.

Para mais informações entre no site do museu Afro Brasil.

Serviço:

“O que os olhos não vê, o coração não sente” – A arte de todo mundo: 50 anos de vivências”

Museu Afro Brasil
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n
Parque Ibirapuera – Portão 10
São Paulo / SP – 04094 050
Fone: 55 11 3320-8900
Entrada gratuita

O funcionamento do museu é de terça-feira a domingo, das 10 às 17hs, com permanência até às 18hs.
Na última quinta-feira de cada mês, o horário de funcionamento será estendido até às 21hs, para atendimento noturno ao público visitante.

 

Com informações do Museu Afro Brasil

Como surgiram as primeiras comemorações do 1° de maio no Brasil

Getúlio Vargas foi o responsável por transformar a data em evento festivo
30/4/14

Foto: Reprodução CPDOC – Fundação Getúlio Vargas

1° de maio é o dia do trabalho no Brasil e em diversos países do mundo. A data teve origem nos Estados Unidos, mais precisamente em 1886, na cidade de Chicago, quando aconteceu uma greve geral de trabalhadores que reivindicavam aredução da jornada de trabalho de 13 para oito horas, e por melhores condições de trabalho.

No Brasil, o dia do trabalhador se tornou oficialmente um feriado nacional em 1938, durante o Estado Novo (1937-1945), quando Getúlio Vargas fez da data uma celebração. Em um dos eventos providos, o então governante  anunciou o regulamento da lei do salário mínimo e estabeleceu um compromisso de sempre “presentear” o trabalhador na data.

Em 1939, a festa do 1° de maio foi transferida do Palácio Guanabara para o estádio de São Januário, aumentando, com isso, a capacidade para receber os trabalhadores. As cerimônias festivas no palácio passaram a ter um caráter ritual, sendo sempre uma comemoração de massas, na qual o presidente se fazia próximo ao povo com promessas, exaltações da nação e com anúncios de novas leis e direitos.

Com isso, Vargas marcou de vez a sua imagem como o governador do povo, tornando-se até hoje uma figura presente no imaginário brasileiro, assim como a data, que continua a ser festejada no Brasil e no mundo. 

Gostou do tema? Temos uma dica para você: a UNIVESP TV preparou uma reportagem no programa 1964, que ilustra a importância da classe trabalhadora no período da Quarta República (1946-1964). No vídeo, estudiosos ajudam a responder como era a relação das massas populares com o governo Getúlio Vargas e de que maneira esta aproximação pode ter contribuído para o golpe de 1964. Confira o vídeo na íntegra no link.

 

O tempo, o envelhecimento e a matemática

28/4/14

A percepção do tempo varia de indivíduo para indivíduo, devido a diversos fatores psicológicos que influenciam nossas experiências temporais. Além disso, o modo como percebemos o tempo muda para cada um de nós ao longo de nossas vidas, conforme a situação que experimentamos. Na iminência do perigo, por exemplo, ele desacelera como se passasse em câmera lenta.

À medida que envelhecemos temos a impressão de que o tempo passa cada vez mais rápido. Isso porque armazenamos os acontecimentos em nossa memória e atribuímos uma distância temporal entre eles. A teoria da proporcionalidade é um princípio matemático que tenta explicar porque temos a ilusão de que o tempo passa cada vez mais rápido conforme envelhecemos. Segundo essa teoria isso acontece porque, por exemplo, aos 40 anos, um ano representa 1\40 de toda uma vida, enquanto que aos oito anos de idade, um ano representa 1\8.

Saiba mais:

“Decifrando o tempo presente”, livro organizado por Luiz Menna-Barreto, José Carlos Bruni e Nelson Marques (Editora UNESP, 2007), onde pesquisadores de diferentes áreas analisam a experiência de tempo.

Unicamp oferece oficina de redação para professores do ensino médio

25/4/14

Estão abertas as inscrições para a oficina “A Redação no Vestibular Unicamp”, oferecida pela Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest). Professores do ensino médio de escolas públicas e particulares podem se inscrever.

Escrever bem é um dos grandes desafios para qualquer profissional nos dias de hoje. Prova disso é o peso que a redação adquiriu nos últimos anos nos exames vestibulares das principais universidades brasileiras. Neste contexto, ensinar a escrever tambem é um dos desafios da escola, especialmente dos professores de língua portuguesa.

O objetivo da oficina é divulgar as características da redação da Unicamp para a comunidade externa, devido à importância dessa parte da prova no exame vestibular essa instituição. A prova da Redação Unicamp será apresentada e os participantes poderão saber também quais são os critérios de correção. A oficina é uma oportunidade para o professor conhecer e entender a prova e poder preparar melhor seus alunos. Além disso, pode ajudar aqueles interessados em se tornar corretores da prova de Redação do Vestibular Unicamp.

A inscrição é feita exclusivamente pela internet, no site da Comvest até as 17 horas do dia 30 de abril. A taxa de inscrição é de 45 reais para professores do ensino médio de escolas da rede pública e 90 reais para professores de escolas particulares. São oferecidas 110 vagas para professores do ensino médio público e 110 para professores de escolas particulares. A oficina será realizada no dia 24 de maio (sábado) das 9 às 17 horas, no campus da Unicamp, em Campinas.

Informações sobre a oficina podem ser obtidas pelo telefone: (19) 3521-1783.