Nº.61 UNIVERSO Dez 2016 | Jan 2017

Matheus Vigliar

OLIMPÍADA DE MATEMÁTICA

OBMEP 2017 está com inscrições abertas
3/3/17

A 13ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP 2017) é uma realização da Associação Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), com apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). É promovida com recursos oriundos do contrato de gestão firmado pelo IMPA com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e com o Ministério da Educação (MEC). É dirigida aos alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e aos alunos do Ensino Médio, de Escolas Públicas municipais, estaduais e federais, e Escolas Privadas, bem como aos respectivos professores, escolas e secretarias de educação. 

Estimular e promover o estudo da Matemática no Brasil, contribuir para a melhoria da qualidade da educação básica, possibilitando que o maior número de alunos brasileiros possa ter acesso a material didático de qualidade e identificar jovens talentos e incentivar seu ingresso em universidades nas áreas científicas e tecnológicas são alguns dos objetivos da OBMEP.

A Olimpíada tem duas etapas. Na primeira fase ocorre a aplicação de prova objetiva (múltipla escolha) a todos os alunos inscritos pelas escolas. Já na segunda fase os competidores selecionados têm que fazer prova discursiva.

Podem participar:

  • alunos matriculados em 2017 no 6º ou 7º ano do Ensino Fundamental.
  • alunos matriculados em 2017 no 8º ou 9º ano do Ensino Fundamental.
  • alunos matriculados em 2017 em qualquer ano do Ensino Médio.


A inscrição vai até o dia 31 de março e deverá ser feita pelas escolas, por meio do preenchimento da ficha de inscrição disponível exclusivamente na página www.obmep.org.br.

Com informações do site da OBMEP.

Anita Malfatti: 100 anos de arte moderna

Exposição está em cartaz no Museu de Arte Moderna, MAM, em São Paulo
2/3/17

Há cem anos, São Paulo assistia à inauguração da Exposição de pintura moderna Anita Malfatti, evento que alteraria para sempre o curso da história da arte no Brasil. Do conjunto ali reunido, chamavam especial atenção as paisagens construídas por meio de manchas de cores fortes e contrastantes, e, nos retratos, os enquadramentos insólitos, as deformações anatômicas, o colorido não naturalista. As extravagâncias expressivas – aos olhos dos matutos que, até então, só haviam tido contato com pinturas acadêmicas ou muito próximas disso – sinalizavam o impacto que a arte de vanguarda tivera sobre a artista durante o período de aprendizado na Alemanha (1910-1913) e nos Estados Unidos (1914-1916).

Inicialmente, a mostra foi recebida com assombro e curiosidade: a visitação foi intensa, e Anita chegou a vender oito quadros. Mas a crítica de Monteiro Lobato “A propósito da exposição Malfatti” – posteriormente conhecida como “Paranoia ou mistificação?” – ecoou de forma negativa e, a partir de então, o nome de Anita ficou associado àquele do criador do Sítio do Pica-pau Amarelo. Cristalizou-se a ideia de que ela nunca se recuperaria desse incidente e que seu breve apogeu teria sido seguido de uma dolorosa e definitiva decadência.

Após um século deste marco, já é tempo de reexaminá-lo à luz de uma abordagem ampliada do modernismo, principalmente porque a contribuição de Anita para a história da arte moderna brasileira não se resumiu às inovações formais que apresentou em 1917. Em vista disso, Anita Malfatti: 100 anos de arte moderna inclui pinturas e desenhos que pontuam diversos momentos da produção desta artista, sempre sensível às tendências artísticas a sua volta. Para além do belíssimo conjunto expressionista que a consagrou como estopim do modernismo brasileiro, a exposição apresenta paisagens e retratos de períodos posteriores, como as refinadas pinturas naturalistas das décadas de 1920 e 1930, e aquelas mais próximas à cultura popular, presente nos trabalhos dos anos 1940 e 1950.

A celebração de cem anos de arte moderna no Brasil é uma excelente ocasião para rever o legado de Malfatti como artista pioneira – inspiradora da Semana de Arte Moderna de 1922 –, cuja atualidade se prolongou tanto no radicalismo com que se lançou ao retorno à ordem, na década de 1920, quanto na ousadia com que se apropriou da “maneira popular”, nos últimos anos de vida. Trata-se, sem dúvida, de uma artista ímpar, sintonizada com seu tempo e com diferentes aspectos de um modernismo que ajudou a construir.

Regina Teixeira de Barros
Curadora

Serviço
Anita Malfatti: 100 anos de arte moderna
Curadoria: Regina Teixeira de Barros
Visitação: 8 de fevereiro  até 30 de abril de 2017
Entrada: R$ 6,00 – gratuita aos sábados
Local: Museu de Arte Moderna de São Paulo – Grande Sala
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/no – Parque Ibirapuera (portões próximos: 2 e 3)
Horários: terça a domingo, das 10h às 17h30 (com permanência até as 18h)
T +55 11 5085-1318
atendimento@mam.org.br
Para mais informações, clique aqui

 

Com informações do MAM

Saiba mais:

Leia na Pré-Univesp a reportagem “O modernismo libertador”, sobre o movimento modernista no Brasil.

O QUE O CARNAVAL FALA SOBRE O BRASIL

Entrevista com o antropólogo Roberto DaMatta na UnivespTV
24/2/17

Roberto DaMatta, historiador e antropólogo. Atualmente é professor associado do Centro de Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e da Universidade Federal Fluminense. Realizou pesquisas etnologicas entre os índios Gaviões e Apinayé. Foi pioneiro nos estudos de rituais e festivais em sociedades industriais, tendo investigado o Brasil como sociedade e sistema cultural por meio do carnaval, do futebol, da música, da comida, da cidadania, da mulher, da morte, do jogo do bicho e das categorias tempo e espaço.

Considerado um dos grandes nomes das Ciências Sociais brasileiras, DaMatta é autor de diversas obras de referência na Antropologia, Sociologia e Ciência Política, como Carnavais, Malandros e Heróis, A casa e a rua ou O que faz o brasil, Brasil?

No vídeo abaixo, a jornalista Mônica Teixeira, da UNIVESP TV, conversa com o antropólogo sobre a sua trajetória e sobre carnaval no programa da série Cientistas do Brasil.

 

Com informações da UnivespTV.

FGV OFERECE BOLSAS DE PESQUISA PARA ALUNOS DO ENSINO MÉDIO

A iniciativa faz parte do recém-lançado programa Laboratório de História e Sociologia para o Ensino Médio
20/2/17

 

A Escola de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas (CPDOC- FGV) oferece até quatro bolsas para estudantes de escolas públicas e privadas trabalharem em pesquisas com os professores da escola. A iniciativa faz parte do recém-lançado programa Laboratório de História e Sociologia para o Ensino Médio.

O objetivo das atividades do Laboratório é promover e divulgar a pesquisa científica nas áreas das Ciências Sociais e da História por meio da incorporação de estudantes do Ensino Médio às seguintes pesquisas em realização do CPDOC: “Memória das Ciências Sociais no Brasil”, “História social do trabalho e dos movimentos sociais”, “História e Direito no Brasil pós-1930” e “Sociologia e Vida Pública no Rio de Janeiro”.

Os estudantes selecionados cumprirão, sob a supervisão de professores do CPDOC, 12 horas de atividades semanais de abril e dezembro de 2017, de forma a não prejudicar sua rotina escolar. Eles receberão uma Bolsa de Iniciação Científica Junior no valor mensal de R$300,00 e, ao final das atividades, um certificado de conclusão.

O processo seletivo é aberto a estudantes das três séries do ensino médio das redes pública e privada do município do Rio de Janeiro que tenham 16 anos completos no dia 1º de abril deste ano. Para se inscrever, os interessados deverão anexar o boletim escolar e uma redação na qual deverão explicar as razões do interesse pelas áreas de conhecimento das Ciências Sociais e da História e, especificamente, sobre um dos quatro eixos temáticos propostos. A segunda etapa de avaliação consistirá em entrevistas presenciais.

Para se inscrever, acesse o site.

Com informações do blog História Hoje

CAFÉ, HISTÓRIA E ARTE

Museu do Café, em Santos, oferece diversas atividades
15/2/17

Diz a lenda que Jacinto foi um carregador de café que conseguia empilhar nas costas até cinco sacas com 60 quilos cada, ou seja, 300 quilos! Por isso ele recebeu o apelido de “sansão do cais”. Não há provas de que ele tenha realmente existido. Até porque, estivadores e ensacadores de hoje concordam que o máximo de peso suportado por uma pessoa é 120 quilos (ou duas sacas). De todo modo, vários cartões-postais da primeira década do século XX trazem a imagem de Jacinto, talvez um modo de ilustrar uma época em que o café ocupava lugar de destaque na agricultura nacional.

Essa é outras curiosidades podem ser conferidas no Museu do Café, em Santos, litoral paulista. O museu ocupa o edifício da Bolsa Oficial de Café, conhecido por sua arquitetura onde predomina o neoclássico e o barroco. O prédio é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat).

Periodicamente o Museu oferece cursos de preparação de café, de barista, degustações e atividades para o público infantil. No próximo sábado, dia 18, para celebrar a Semana de Arte Moderna, o Núcleo Educativo do Museu oferece uma programação especial com diferentes atividades.

A agenda completa pode ser conferida no site do Museu do Café.

Serviço:

Rua XV de novembro, 95 – Centro Histórico

CEP: 11010-151 – Santos – SP

Fone: (13) 3213-1750

E-mail: museudocafe@museudocafe.org.br

 

Crédito da imagem: Secretaria de Turismo/ Reprodução