Logo Revista Pré-Univesp

Nº.61 UNIVERSO Dez.2016 | Jan.2017

Charles Rubin
Texto: Victoria Florio / Arte: Charles Rubin
30/11/16

As fontes de energia de origem fóssil ocupam um lugar estratégico no sistema de produção capitalista. No entanto, diante de questão como a escassez desses recursos e, mais recentemente, do enfrentamento do aquecimento global, muitos países têm investido na diversificação de sua matriz energética. O Brasil, no entanto, é pioneiro nessa empreitada, já que desde os anos 1970, tem feito grandes investimentos na produção de biocombustíveis, especialmente o etanol. As pesquisas mais recentes têm como foco  a produção do bioetanol de segunda geração, produzido a partir do bagaço da cana, que disponibiliza mais açúcar do que o caldo. Os desafios para obter o chamado etanol lignocelulósico também se aplicam a outros resíduos agrícolas como a palha de cana-de-açúcar, cascas, gramíneas e resíduos florestais, que tradicionalmente são queimados ou descartados, mas podem ser matérias-primas para obtenção de bioetanol. A vantagem dos materiais lignocelulósicos é que eles são os recursos orgânicos renováveis mais abundantes na Terra (cerca de 60% da biomassa total) e concentram a maior parte do carbono fixado por fotossíntese. O Brasil, maior produtor de cana-de-açúcar do mundo, gera 120 milhões de toneladas de bagaço por ano. Neste infográfico, vamos conhecer sobre os processos químicos envolvidos na produção do etanol de segunda geração.

info